Fontes de Dados Brasileiras

As doenças não transmissíveis (DNT), incluindo as DCV, têm causas multifatoriais e têm em comum diversos fatores de risco (FR). Evidências acumuladas apontam para a necessidade de estratégias abrangentes e sustentáveis para a prevenção e controle de DNTs, com base em seus principais fatores de risco (FR): tabagismo, inatividade física, alimentação inadequada, consumo de álcool, obesidade, dislipidemia, hipertensão e diabetes. Para o monitoramentodessas doenças e seus FR, a vigilância das DNTs é essencial. Essa vigilância é importante para a saúde pública, que visa subsidiar o planejamento, execução e avaliação dos esforços de prevenção e controleA vigilância das DNTs deve conter um conjunto de ações que forneçam informações sobre a distribuição, magnitude e tendências dessas doenças. As principais fontes de dados no Brasil são os sistemas de informações sobre morbimortalidade e pesquisas periódicas de saúde

 

Na presente versão do documento “Estatísticas Cardiovasculares Brasileiras”, além dos artigos resultantes da revisão sistemática, foram citados dados primários de fontes fornecidas pelo governo brasileiro ao longo dos capítulos:

  • SIM (Sistema de Informação de Mortalidade)
    No Brasil, o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), criado em 1975 pelo Ministério da Saúde (MS), é responsável por coletar, armazenar, gerenciar e disseminar dados nacionais de mortalidade. Esse sistema de informação em saúde representou um grande avanço na vigilância epidemiológica do país, pois sua principal tarefa é registrar todos os óbitos ocorridos no território brasileiro. Além da implementação de um modelo único de Certidão de Óbito (CO), um documento que reúne informações sobre o óbito, que utiliza a Classificação Internacional de Doenças (CID) para codificar as causas do óbito, implementou-se um fluxo padronizado de coleta, processamento e distribuição de informações sobre óbitos em todos os 5.570 municípios em todo o país. Entretanto, apesar da importância dos esforços do Ministério da Saúde para gestores nas três esferas de governo — nacional, estadual e municipal — a qualidade das estatísticas sobre causas de morte no Brasil ainda possui qualidade questionável e geograficamente heterogênea. Para avaliar a qualidade dos sistemas de mortalidade, a cobertura dos registros de óbitos e a proporção de causas de morte mal definidas (capítulo XVIII da CID-10) são tradicionalmente usadas como indicadores. Conhecendo a heterogeneidade desses indicadores no Brasil, os resultados da Estatística Cardiovascular trataram os dados para estimar informações mais próximas do real, com a correção de subnotificação e redistribuição de causas de morte mal definidas;

     

  • SIH (Sistema de Informação Hospitalar)
    O objetivo do banco de dados SIH-SUS é registrar todas as internações financiadas pelo SUS. O SIH-SUS compreende as internações na esfera municipal por meio da Autorização de Internação Hospitalar (AIH), que contém informações sobre as doenças que levaram à internação (utilizando a CID-10), tempo de permanência, procedimentos e custos. As informações do SIH-SUS permitem o desenvolvimento de metodologias e a definição de indicadores para identificar disparidades geográficas relacionadas aos recursos hospitalares;
     

  • Pesquisa Nacional de Saúde - PNS
    Embora não estivesse no escopo do documento deste ano descrever as estatísticas dos fatores de risco cardiovascular, alguns capítulos citam as métricas de alguns fatores de risco no contexto da doença especificada. Nesse caso, deu-se preferência à PNS. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) é uma pesquisa epidemiológica domiciliar, representativa para o Brasil, suas grandes regiões, unidades federativas, regiões metropolitanas, capitais e outros municípios de cada unidade federativa. A amostra da PNS 2013 foi composta por 64.348 domicílios. A pesquisa foi realizada pelo IBGE em parceria com o MS. A maioria dos tópicos de saúde foi incluída, como DNT, FR, idosos, mulheres, crianças, utilização de serviços, desigualdades em saúde e medidas físicas e laboratoriais, medidas de pressão arterial e antropométricas. Os dados da PNS são utilizados pelo GBD em suas estimativas para o Brasil;
     

  • Para estimativas populacionais
    As estimativas populacionais mais atualizadas geradas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foram utilizadas no denominador. Para as análises de internações hospitalares e custos, utilizou-se a população residente estimada para o Serviço Nacional de Auditoria, anualmente, de 2008 a 2018.

Para mais informações, consultar o artigo Malta et al.

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