• A “Estatística Cardiovascular Brasileira” apresenta dados do “Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM)”, utilizando a metodologia proposta por Malta et cols. (2020), que utiliza a população padronizada por idade para calcular as taxas de mortalidade e aplica as seguintes correções: a) no numerador: os óbitos do capítulo cardiovascular (I00-I99) são corrigidos para subnotificação; mortes mal definidas são distribuídas proporcionalmente entre as causas cardiovasculares e outros capítulos; e óbitos sem informação de idade e sexo são redistribuídos. B) no denominador: foram utilizadas as estimativas populacionais mais atualizadas geradas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)4;
     

  • Os dados brutos do SIM, sem as correções aqui propostas para subnotificação e mortes mal definidas, resultam em números subestimados e, como tal, diferem das taxas contidas nas “Estatísticas Cardiovasculares Brasileiras”;
     

  • Em 2020, as “Estatísticas Cardiovasculares Brasileiras” utilizaram dados do Estudo GBD 2017 para o Brasil, com o objetivo de permitir comparações internacionais. O Estudo GBD utiliza dados do SIM. No entanto, aplica uma metodologia distinta para correção da subnotificação de óbitos e redistribuição de garbage codes, e também utiliza a população mundial do GBD no denominador. Como tal, as estimativas do GBD podem diferir dos dados do SIM.

Para mais informações, consultar o artigo Malta et al.

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